Turma Barão de Teffé
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Almte Antonio Luiz von Hoonholtz - Barão de Teffé

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Nosso Patrono

Nascido em 09/05/1837 em Itaguaí (RJ), era filho de Frederico Guilherme von Hoonholtz e de Joana Cristina von Engel. Casou a 28/03/1868 com Maria Luiza Dodsworth, filha de Georges John Dodsworth e de Leocádia Dodsworth.

O Militar

Ingressou aos 15 anos na Academia de Marinha, foi nomeado Guarda-Marinha em 1854. Logo embarcou nos Vapores VIAMÃO e CAMAQUÃ, alcançando a promoção a Segundo-Tenente a bordo da Corveta BAHIANA em 1857. Era Primeiro-Tenente quando recebeu seu primeiro comando, a Canhoneira ARAGUARI . A bordo dela, Von Hoonholtz se notabilizaria pelas ações empreendidas na Guerra do Paraguai, sobretudo na Batalha Naval do Riachuelo. Como Capitão-Tenente, comandaria, ainda durante a guerra, a Corveta NITERÓI e o Encouraçado BAHIA . Findas as hostilidades e já de volta ao Rio de Janeiro, receberia as insígnias de Capitão-de-Fragata em 1869. Foi promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra em 1878 e, posteriormente, a Almirante (Chefe de Divisão) em 1883. Recebeu a promoção a Vice-Almirante em 1891, quando foi transferido para a reserva. Em 1912 foi reformado no mesmo posto.

O Cientista e Diplomata

Com apenas 21 anos, publicou seu "Compêndio de Hydrografia", o primeiro livro sobre o assunto em língua portuguesa, que foi adotado pela Escola de Marinha. A nomeação do jovem Segundo-Tenente como instrutor da disciplina constituiu fato inédito na Marinha. Deve-se a ele também a criação dos primeiros órgãos dedicados à Hidrografia no Brasil.

A designação para estudar o problema da fronteira Brasil x Peru , numa inóspita região amazônica, valeu-lhe o título de Barão de Teffé, concedido pelo Imperador D.Pedro II em 11/06/1873 — nunca antes havia sido concedido um título de nobreza a um Capitão-de-Fragata. Realizou também os primeiros estudos para a melhoria dos portos de Santos e Antonina (hoje Porto Teffé) entre outros.

O que realmente marcou sua carreira como cientista foram as observações referentes à passagem do planeta Vênus pelo disco solar em 1882. Tais estudos tinham grande importância para a determinação da distância Terra - Sol , uma vez que somente em 2004 o fenômeno se repetiria. Duas comissões foram formadas: uma sob o comando do Capitão-de-Fragata Saldanha da Gama, acompanharia o fenômeno da região subantártica do Estreito de Magalhães; e a outra, com Teffé no Comando, seguiria para a Ilha São Tomás, nas Antilhas. Registrados todos os dados num volumoso relatório, as conclusões foram posteriormente confirmadas com as obtidas pelos cientistas da Academia de Paris.

Suas atividades continuariam. Uma breve estada em Paris o tornaria sócio correspondente na Divisão de Geografia e Navegação, da Academia de Ciências, Instituto de Paris, honraria concedida, até então, ao Imperador e a ele somente. Na República, Deodoro da Fonseca o nomearia Ministro Plenipotenciário de 1ª Classe, com exercício na Bélgica. Foi seu último cargo diplomático.

O Literato e Político

Não obstante militar exemplar, professor, diplomata e cientista, Antonio Luiz Von Hoonholtz destacou-se ainda como literato. Além de textos técnicos, constam de sua bibliografia: A CORVETA DIANA (romance, 1863); diversas cartas, dentre as quais uma datada de 22/06/1865, considerada o melhor e mais completo documento histórico sobre a Batalha do Riachuelo; DIÁRIO (relato de suas experiências na Amazônia); JUSTIÇA DE DEUS (drama naval, 1887); e EM TERRA E NO MAR (romance teatralizado, 1912).

Também no campo político sua atividade merece menção. Como quase todo homem público do Império, Teffé pertenceu à Maçonaria, nela ingressando com apenas 23 anos. Por último, foi eleito Senador pelo Amazonas em 1913, durante o Governo do Marechal Hermes da Fonseca.

Títulos

Foi Ministro Plenipotenciário em Bruxelas, Roma e Viena; Senador pelo Amazonas; Membro da Academia de Ciências de Paris e da Academia de Ciências de Madri; Membro honorário do IHGB e da Sociedade de Geografia do RJ; Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, no Rio de Janeiro; Presidente da Liga Marítima.

Condecorações:

Oficial da I. Ordem do Cruzeiro e da Rosa; Grã-Cruz da I. Ordem de S. Bento de Aviz; Oficial da Ordem de Isabel a Católica de Espanha; medalhas da Campanha Geral do Paraguai, da Batalha de Riachuelo, da tomada de Corrientes, das conferidas pelas Repúblicas Argentina e Uruguai e a de Bravura nº 3; Medalhas de Ouro da Sociedade de Geografia do RJ e da Exposição Universal de Paris.

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O Patrono

O Barão de Teffé viveu os últimos anos de sua vida em Petrópolis, vindo a falecer em 07/02/1931, entre livros, papéis e documentos, e na companhia de amigos e familiares. Sua vida permanece registrada na História, como exemplo a ser seguido, mais que apenas relembrado.

Com tantos atributos e qualidades, o Barão de Teffé foi escolhido como Patrono da turma de formandos do Colégio Naval de 1983, doravante denominada Turma Barão de Teffé

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Fotografia nº 2: O Barão de Teffé com um grupo de escoteiros em Petrópolis (Acervo do SDM).

Fontes de consulta:

  1. Artigo do CC Rabello, publicado na Revista "A Fragata" nº 32, Colégio Naval, 1983.
  2. Site Navios de Guerra Brasileiros
  3. Site A Nobreza Brasileira de A a Z
Atualizado em: 01/09/2007 Voltar |  Topo